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Baterias vão ganhar importância cada vez maior no mercado automotivo

Luiz Fernando da Cruz, engenheiro de produtos da Clarios, comenta o estágio atual do mercado de baterias automotivas e o impacto da eletrificação veicular no setor.


É difícil encontrar um mercado que não tenha sido impactado pela pandemia de covid-19. Tudo parou, inclusive os caminhões e ônibus.


Mas veículo parado significa bateria descarregada. Foi aí que a Clarios, fabricante mundial que atua sob o nome de Heliar no Brasil, sofreu um impacto positivo. O aftermarket da empresa disparou no período já que a bateria se tornou um item de necessidade.


A empresa produz baterias para veículos pesados em três categorias. Convencional, aquela que a principal função é dar partida; Avançada EFB (uma espécie de convencional melhorada) e Avançada AGM (com uma manta absorvente de fibra de vidro).


Luiz Fernando da Cruz, engenheiro de produtos da Clarios, traçou um panorama geral sobre o mercado de baterias aqui no Brasil. Além de falar sobre as tendências tecnologias do segmento e aplicação, principalmente, em frotas de ônibus.


Mercado de baterias

Conforme as tecnologias dos veículos avançam, as baterias precisam acompanhar, já que tudo está ligado ao sistema elétrico. O modelo de Lítion-Íon é um tema sempre presente, mas Luiz levanta uma questão importante sobre essa mudança.


“A bateria de chumbo-ácido, que é a convencional, já opera num modelo de economia circular. Ela já atua em 99,9% de reciclagem. Na Lítio isso ainda tá se desenvolvendo.”


Ele completa dizendo que a Lítio é uma realidade, mas a aplicação dela está mais voltada para o power-train neste momento. “A evolução do mercado é muito rápida, mas existe a transição. Nós vamos continuar falando de bateria de chumbo-ácido por um longo período.”


As dificuldades encontradas

Como citado, a questão ambiental permeia toda discussão sobre baterias. O engenheiro comenta que essa é uma questão muito fortes nos países de primeiro mundo que querem eliminar o chumbo.


“Em contrapartida a gente usa esse processo de reciclagem. O Brasil ainda não tem nenhum apontamento de querer excluir o chumbo, mas existe uma preocupação ambiental. Nós somos regulamentados pelo IBAMA e tem a resolução do CONAMA.”


A reciclagem, entretanto, não é feita pela própria Clarios. A empresa faz parceria com recicladoras aqui no Brasil. O Instituto Brasileiro de Energia Reciclável (Iber) chegou a desenvolver um sistema de logística reversa de baterias para facilitar esse processo.


Baterias EFB e o futuro

Em 2016 a Heliar (Clarios) começou a produzir as baterias EFB (Baterias Convencionais Melhoradas) para veículos pesados no Brasil. A Volvo foi a primeira a adquirir. Esse é outro tema que surge quando pensamos no futuro desse mercado. Luiz comentou sobre.


“A bateria convencional não foi preparada para fazer ciclos. As baterias EFB estão preparadas para fazer mais ciclos. Ela é a pura evolução. Isso aumenta a eficiência da frota, já que ele não precisa trocar mais. Entretanto, se o veículo já exibe a bateria EFB, ela vai durar mais ou menos o tanto quanto.”


Ainda segundo o engenheiro, o volume de baterias convencionarias vai se manter e só daqui um tempo começar a cair porque ainda existe muito veículo que utiliza. “Mas todos os projetos novos estão direcionados para baterias avançadas.“]


A expectativa é que em 2027 a relação entre baterias avançadas e as convencionais seja de 75/25.

Fonte: Frota & CIA

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