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Condições climáticas impactam a logística

Bom uso da tecnologia é o principal recurso para driblar as dificuldades impostas pelo aquecimento global


O impacto das mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos são avassaladores sobre a vida das pessoas, especialmente as populações mais vulneráveis, e também sobre as empresas e a economia dos países. Divulgado no ano passado, relatório da Oxfam revela que a mudança climática terá mais impacto na economia global do que a Covid-19. A economia dos países mais ricos deve encolher duas vezes mais do que na crise causada pela pandemia, se os governos não conseguirem lidar com o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE).


Em 2050, as nações do G7 – o grupo dos países mais industrializados do mundo – podem perder em média 8,5% do PIB a cada ano (o equivalente a US$ 4,8 trilhões), ou seja, o dobro dos 4,2% atingidos pelas perdas econômicas geradas pela pandemia, se as alterações climáticas continuarem sem ser controladas ou revertidas.


“O mundo pode perder cerca de 10% do valor econômico total em meados do século se as alterações climáticas permanecerem na trajetória atualmente prevista e se o Acordo de Paris e as metas de emissões líquidas zero para 2050 não forem cumpridas”, alerta o relatório.


Diretamente ligadas a essas questões estão as cadeias produtivas de transporte e logística. Em uma ponta, por serem consumidoras intensivas de combustíveis fósseis – especialmente em países como o Brasil que tem nas rodovias o seu principal modal de transportes – e, de outro lado, serem afetadas diretamente por eventos como as chuvas seculares que caíram sobre o Norte de Minas no início do ano, que inviabilizaram por dias seguidos importantes rotas que ligam as regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.


Fundada em 1963, em Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, e especializada no transporte de cargas fracionadas, a Jamef Encomendas Urgentes transporta encomendas pelo Brasil, nos modais aéreo e rodoviário, atendendo todo o território nacional. Atualmente são mais de 3.000 colaboradores diretos, 1.300 veículos e 31 unidades.


Com uma atividade de alto impacto ambiental e uso intensivo de mão de obra, a empresa tem investido também em responsabilidade social e ambiental. O investimento em segurança é constante e a frota é monitorada em tempo integral. É também através dos cuidados com equipamentos e funcionários que se desenvolvem ações que visam o equilíbrio ambiental.


Entre as ações estão reúso da água, reciclagem de pneus e controle de emissão de poluentes. Depois da vida útil encerrada, os pneus são encaminhados para produção de asfalto ecológico. E a frota é monitorada para o controle das emissões de gases poluentes.


De acordo com o diretor comercial e de marketing da Jamef, Emerson Belan, o bom uso da tecnologia é o principal recurso para driblar as dificuldades impostas pelas mudanças climáticas.


“Contamos com um sistema próprio de roteirização que nos indica os melhores trajetos para determinado destino, mesmo que haja interdições ao longo do percurso. Temos também a nossa torre de controle, capaz de reunir dados em tempo real que nos ajudam a identificar rapidamente imprevistos em nossas transferências”, explica Belan.


O tema é contemplado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), preconizados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Todo o ODS 13 trata das “Ação contra a mudança global do clima”. E no ODS 11, que trata sobre “Cidades e comunidades sustentáveis”, o item 2 diz sobre os transportes: “Até 2030, proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos”.


Na Patrus Transportes, sediada em Belo Horizonte, a consciência ambiental se fortaleceu a partir do incentivo de grandes clientes. Uma ação bastante direta implementada pela transportadora foi oferecer aos motoristas agregados, além de treinamento, incentivo na troca da gasolina e do álcool para o gás. Outro compromisso foi assumir a política Net Zero até alcançar a neutralização total até 2030.


Também para o gerente de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), ESG e Farma da Patrus Transportes, Vinícius Braga, investir em tecnologia é fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e eventos climáticos extremos. E apoiar a cadeia produtiva é uma das missões da companhia nesse quesito.


“Sabemos que o nosso País precisa se preparar para eventos cada vez mais extremos. Por isso temos o compromisso de minimizar impactos com o negócio. Temos investido fortemente em tecnologias de roteirização, rastreamento, gestão de entregas e treinamentos. Acreditamos que agir em prol da responsabilidade socioambiental é fundamental para o crescimento do setor. Nos comprometemos a investir permanentemente em ESG buscando minimizar o nosso impacto, atraindo parceiros com afinidades e ampliando a consciência empresarial sobre essa temática todos os dias”, avalia Braga.


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