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Empresas criam políticas para aumentar o número de mulheres no TRC

A diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística acredita no investimento de políticas internas para atrair o público feminino para a profissão


Com a conservação do estereótipo masculino para os cargos de motoristas no transporte de cargas, as empresas começaram a investir em projetos que agreguem as mulheres no volante para suas equipes. Entre eles, estão os trabalhos da Zorzin Logística junto ao SEST SENAT e à Mercedes-Benz.


“Temos a ambição de aumentar bastante nosso quadro de motoristas mulheres até o final do ano e, principalmente, no ano que vem. Queremos receber muitas mulheres, e para isso estamos fazendo também um trabalho junto ao SEST SENAT e à Mercedes-Benz para buscarmos currículos de mulheres disponíveis que já são habilitadas, mas também queremos dar qualificação e investimento para a carreira das que não possuem certa experiência na área”, comenta Gislaine Zorzin, diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística.


De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o TRC conta com cerca de 2,2 milhões de profissionais no Brasil, sendo apenas 17% mulheres. O transporte rodoviário de cargas (TRC) é uma área socialmente encarada para o público masculino e com pouquíssimas mulheres que se enquadram nos números representados dentro das empresas deste segmento, principalmente o de motoristas.


Segundo Gislaine, “para alcançarmos a equidade de gênero, é necessário investir em políticas com foco em trazer mulheres para as empresas, na qualificação dessas colaboradoras e em dar a oportunidade para começarem”.


Pensando nesses tópicos, a executiva ressalta a importância de oferecer ambientes que proporcionem acolhimento ao público feminino: “É necessário que todos realizem um trabalho de conscientização dentro das transportadoras, com os embarcadores e com os clientes para receber e oferecer a essas mulheres sanitários adequados, locais para elas fazerem suas refeições e salas de descanso ambientadas, por exemplo”.


De acordo com a pesquisa feita pela Secretaria Nacional de Trânsito em janeiro de 2022, há um total de 4,39 milhões de CNHs para veículos pesados adquiridas no país, que compõem caminhões e carretas, do qual 97,19% são de motoristas homens e apenas 2,81% de mulheres.


Fonte: Frota & CIA

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