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Entidades de classe reúnem forças em momentos de crise

O transporte rodoviário de cargas assume um papel social importante em tragédias




Fevereiro e março de 2023 foram marcados por fortes chuvas em todo o país, logo no segundo mês do ano, o litoral norte de São Paulo foi devastado por tempestades e deslizamentos, o que resultou em 65 mortes. Em março, a cidade de Rio Branco, no Acre, também foi afetada por temporais que resultaram na cheia do rio Acre, fazendo com que, aproximadamente, 12.144 pessoas ficassem desalojadas por conta de enchentes.


Em meio a esses caos, artistas, pessoas influentes e empresas começam campanhas de arrecadação de alimento e roupas para as famílias desabrigadas. O fato de a malha rodoviária brasileira ser o principal meio de transporte de produtos, faz com que o transporte rodoviário de cargas (TRC) tivesse um papel importante nessas situações, como conta a presidente executiva do Sindicato da Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), Ana Jarrouge.


“Nosso papel é, como parte integrante da sociedade, responsável por empregar milhares de pessoas e por ter a responsabilidade do transporte e abastecimento urbano. Assim, nos mobilizarmos para ajudar em casos de necessidades. Nada mais é do que a função social de qualquer empresa e organização. Aliás, quero pontuar que, neste contexto, o papel das entidades de classe tem sido fundamental, pois por meio delas temos capacidade de mobilização, aglutinação e rapidez para poder atuar nestas situações”, diz Jarrouge.


Parceria fundamental

O SETCESP, em parceria com a FuMTran, FETCESP, NTC&Logística, ABTLP , e SINDIPESA, realizaram uma grande campanha de arrecadação de mantimentos para ajudar as famílias do litoral norte paulista impactadas pelas fortes chuvas. A ação conjunta levou as doações até o fundo de assistência social de São Paulo e, depois da triagem, os produtos foram distribuídos, foram mais de 12 mil itens.


“Graças as ações das entidades, foi possível apoiar, organizar e, principalmente, fazer a interlocução com o poder público para atuar de forma mais rápida e assertiva”, afirma a presidente. Segundo o Fundo Social de São Paulo, ao todo, apenas para o litoral norte, foram enviadas 321 toneladas de doações e ainda faltam cerca de 200 toneladas para serem entregues.


O poder público também realizou ações para incentivar as doações, o governo do Estado de São Paulo, isentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das doações realizadas por empresas destinadas às vítimas das chuvas.


“A solidariedade de pessoas físicas e jurídicas tem nos comovido muito em meio a toda essa tragédia. Não teria cabimento cobrar imposto das doações de empresas, então decidimos tirar o ICMS”, declarou o governador do estado de São Paulo, Tarcísio Freitas, em fevereiro.


Histórico

Tradicionalmente, as empresas e entidades de classe empenham um papel importante em situações de crise. O SETCESP, por exemplo, recolheu doações para as chuvas que aconteceram no sul do litoral baiano, em 2020.


Durante a pandemia de COVID, o SETCESP atuou também no auxílio e conscientização do setor.


“Existe uma capacidade de mobilização e atuação muito rápida nestes casos, onde formamos comitê para atuar e este dá as diretrizes, o que tem funcionado muito bem. Gostaria de agradecer também a todos empresários que se dispõe a ajudar o próximo, ciente de que qualquer empresa deve assumir seu papel social”, finaliza Jarrouge.


Fonte: Frota & CIA

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