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Nova linha de caminhões P-8 da Scania vai de 280 a 770 cv de potência

Montadora atualiza família de motores para a futura norma brasileira de emissões, com a promessa de alcançar até 8% de redução no consumo de combustível


Por José Augusto Ferraz frota e cia

A Scania decidiu adotar duas diferentes estratégias no Brasil, para atender a legislação de emissões Proconve P-8 (Euro 6), prevista para entrar em vigor a partir de 2023. Além de atualizar sua linha de motores para a futura norma legal, a montadora acrescentou ao portfólio a nova gama Super lançada em novembro passado na Europa, uma nova família de caminhões com um trem de força inteiramente remodelado. Os novos engenhos da marca vão substituir os atuais motores Euro 5 e irão contar com as cabines P, G, R e S que desde de 2018 equipam a Nova Geração de caminhões da marca. A nova linha 2023 da Scania poderá ser vista ao vivo e a cores na Fenatran 2022, que acontece de 7 a 11 de novembro em São Paulo.


“Vamos oferecer as melhores plataformas de motores do mercado”, garante Silvio Munhoz, diretor-geral das Operações Comerciais da Scania no Brasil. “Serão caminhões capazes de revolucionar a eficiência da operação baseados em três pilares. A gestão inteligente e rentável – com eficiência energética e redução das emissões de CO2 –, a disponibilidade máxima do produto rodando o maior tempo possível e a confiança e qualidade dos nossos serviços”, completa Munhoz, depois de lembrar que os novos motores estarão disponíveis com combustão a diesel e a gás (natural, liquefeito e/ou biometano).


Economia de combustível

Os novos motores Scania P-8 abrangem os modelos de 7 litros nas potências de 250 e 280 cavalos; os engenhos de 9 litros, com 280, 320 e 360cv; bem como as versões de 13 litros, agora oferecidos nas opções de 370, 450 e 500 cavalos de força. Sem contar os motores V8 de 16 litros de capacidade – o topo de linha da marca – com duas vertentes de potência: 660 e 770 cavalos, este último o mais possante do mundo para aplicações rodoviárias. Segundo o fabricante, as melhorias incorporadas a esses componentes possibilitaram uma economia de combustível da ordem de 2% ante a versão anterior.


A lista de inovações inclui a adoção do sistema XPI de pontos múltiplos de injeção, lubrificantes de última geração que reduzem ainda mais o atrito, uma nova bomba hidráulica de refrigeração variável, coletores do turbo e de escape aperfeiçoados e maiores taxas de compressão, entre outras novidades. Destaque também para o freio de cabeçote CRB (do inglês Compression Release Brake), um sistema de frenagem auxiliar do propulsor com capacidade de 350 Kw, que será oferecido como ítem de série para todas as versões da linha P8. Combinado com o freio hidráulico auxiliar Scania Retarder os dois sistemas oferecem nada menos que 850Kw de potência de frenagem.


Os novos motores da gama Super, por sua vez, serão ofertados com quatro versões de potência (420, 460, 500 e 560cv) e torques de 2.300Nm, 2.500Nm, 2.650Nm e 2.800Nm, pela ordem; os maiores do mercado para engenhos de 13 litros. Nesse caso, o ganho de consumo de combustível foi ainda maior, cerca de 8% na comparação com a geração atual. O incremento da eficiência energética é resultado do aumento da pressão de pico no cilindro para 250bar, a adoção de um duplo comando de válvulas no cabeçote e melhorias da lubrificação, refrigeração e da eficiência do turbo compressor. Outra grande inovação batizada de FOU (Fuel Optimization Unit) colabora para a utilização máxima do combustível do tanque.


Caixas de câmbio

Para fazer frente ás novas motorizações, a nova linha de caminhões Scania P8/Euro 6 será oferecida com duas versões de transmissão automatizada: a caixa Opticruise G25CM para engenhos com torque de entrada de 2.500Nm e potência de até 460cv e a G33CM para motores de 3.300Nm e 500cv ou acima. Ambas oferecem trocas de marchas mais rápidas, escalonamento otimizado, melhor lubrificação e menores atritos internos, bem como um peso inferior da ordem de 75 kg frente aos modelos anteriores. Também contam com uma nova inteligência artificial, novos sensores de nível e temperatura do óleo, software atualizado e filtro de óleo de maior vida útil e desempenho. “A consequência dessas melhorias foi uma economia de mais 1% no consumo de combustível”, ressalta Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania no Brasil.


Já no aspecto da segurança, os novos Scania ganharam outros recursos tecnológicos. Caso do sistema de auxílio ao motorista ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), que provoca alertas de ponto cego e de pedestres e a direção elétrica ativa, uma tecnologia que faz a correção automática da direção pelo veículo. Outro recurso é o controle de velocidade cruzeiro com predição ativa, que é ativado caso o veículo não fique parado a 0km/h por mais de três segundos, voltando a acompanhar o veículo da frente em um sistema “stop and go”.


Cercas virtuais

Sucesso na Europa desde 2019 e comercializado e testado no Brasil desde 2020, o Scania Zone também estará disponível para os caminhões da linha Euro 6. Por meio do portal de gestão de frotas, o próprio cliente conseguirá definir, a qualquer momento e de forma bem simples, o limite de velocidade em trechos de risco da sua operação, por meio de cercas virtuais.


A somatória dessas tecnologias combinada com o amplo portfólio de serviços da marca – incluindo os planos de manutenção flexíveis – vão proporcionar um maior tempo de uso do veículo e, por extensão, um custo menor de operação. “Queremos que as paradas sejam em menor quantidade e realizadas de forma programada com menor impacto no dia a dia da operação”, explica Marcelo Montanha, diretor de Serviços da montadora. “A ida até a oficina da Casa Scania passará a ocorrer no momento correto, e o cliente terá uma equipe preparada e sabedora do diagnóstico com o objetivo de devolver o caminhão o mais rápido possível para o trabalho. Isso é importante para garantir um aumento da disponibilidade e, por consequência, mais rentabilidade”, garante.


Fonte: Frota & CIA

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