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Vendas de caminhões recuam abaixo do esperado em 2023

Retração de 16% reflete a mudança da tecnologia de emissões. Ônibus e implementos, por sua vez, mostram bom desempenho no ano que passou.


O mercado brasileiro de caminhões encerrou o ano de 2023 com uma baixa de 16,39% no volume de licenciamentos na comparação com o ano anterior. No total foram emplacadas exatas 104.155 unidades, ante 124.569 caminhões contabilizados no ano de 2022, segundo a Fenabrave, que reúne os distribuidores de veículos.

“A queda das vendas de caminhões é resultado da mudança de tecnologia Euro 5 para Euro 6, que levou os transportadores a postergar suas compras em 2023” explica Marcelo Franciulli, diretor Executivo da entidade.

Em que pese o resultado negativo, a queda foi menor do que a projetada no início do ano passado, na visão de Andreta Jr, presidente da Fenabrave. “No decorrer do ano, o segmento de transportes foi se ajustando. As taxas de juros foram sendo reduzidas, favorecendo os financiamentos. E o agronegócio também teve bom desempenho, o que beneficiou todo o setor”.

Mercado de ônibus

Do lado do mercado de ônibus o cenário foi bem mais otimista, ao saltar de 21.860 unidades licenciadas em 2022 para 23.622 chassis emplacados no ano passado, evidenciando uma evolução de 12,63%, na comparação dos dois períodos.

A melhora dos números é resultado da retomada das compras por parte dos transportadores rodoviários e a ampliação das aquisições governamentais, notadamente, o Programa Caminho da Escola, segundo a entidade. “Foi um ano de recuperação para ônibus, mas devemos sempre lembrar que este foi o segmento mais afetado pela pandemia. Desta forma, a evolução parte de uma base baixa, mas consistente”, avalia Andreta Jr.

Implementos rodoviários

O mesmo aconteceu com o mercado de implementos rodoviários que acusou um incremento de 8,52% no biênio anterior, com 90.269 unidades licenciadas versus 83.183 emplacadas em 2022. Mais uma vez, a performance tem relação com a mudança de tecnologia dos caminhões para o padrão Euro 6.

“Muitos transportadores preferiram efetuar a troca de seus implementos, postergando a compra do caminhão. Esse movimento causou um descompasso entre o desempenho dos dois segmentos em 2023, com aumento dos emplacamentos de implementos rodoviários, e queda de caminhões”, destaca Andreta Jr.

Projeções 2024

Para o ano em curso, a entidade aposta em dias ainda melhores para os três segmentos de mercado. As vendas de caminhões devem crescer 20% em 2024, com cerca de 114 mil unidades comercializadas, impulsionadas pela melhora do crédito e o bom desempenho do agronegócio, entre outros fatores.

O segmento de ônibus, por sua vez, promete uma evolução de 20%, o que traduz um total de 29,5 mil unidades licenciadas no ano, quase o dobro dos 14 mil chassis registrados em 2021. O motivo principal é Programa Caminho da Escola, que deverá responder por 16 mil novas unidades este ano, além da renovação de frota de ônibus urbanos, segundo a entidade. Já os implementos projetam um avanço de 10% no ano, totalizando 99 mil unidades emplacadas.


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