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Executivo do transporte de cargas analisa 2023 e projeta 2024 do segmento


O ano de 2023 começou e termina bem movimentado no transporte rodoviário de cargas, seja no âmbito econômico, ou até mesmo logístico. Os maiores desafios que o setor encontrou ao longo do ano, foram a instabilidade nos preços dos combustíveis, o grande aumento nos preços dos veículos de carga, a atualização da lei do motorista, e mais recentemente, a instabilidade econômica do setor, causada pelo veto da desoneração da folha de pagamento pelo atual governo, que no último dia 14, foi derrubada pelo Congresso Nacional.


Na região Sul, onde está localizado o SETCEPAR, Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná, um dos maiores desafios do setor tem sido as condições das estradas. Segundo a Pesquisa de Rodovias 2023 da CNT, Confederação Nacional do Transporte, 67,7% da malha rodoviária pavimentada avaliada da região apresenta algum tipo de problema, sendo considerada regular, ruim ou péssima. No Paraná, a pesquisa identificou 36 pontos críticos.


Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a entidade avalia que as condições atuais estão longe do ideal ou até do mínimo necessário para o setor. “No caso do estado do Paraná, vivenciamos uma decadência nas rodovias do chamado Anel de Integração. Conseguimos ver a falta de cuidados mínimos com as nossas estradas, e sabemos que o setor pode vir a sofrer por um longo período. Muitas coisas derreteram, e a situação parece se agravar mais. Devido a isso, entendemos que o investimento privado só irá se concretizar quando os nossos governantes oferecerem alguma segurança jurídica sobre os investimentos que tanto se fazem necessários neste país”.



Outro grande desafio apresentado no setor recentemente, foi o veto do governo federal à desoneração da folha de pagamento. Ele foi derrubado na última quinta-feira, 14, e trouxe alívio para os 17 segmentos da economia que, a partir de janeiro de 2024, seriam reonerados caso fosse mantido. “Apesar de termos sido surpreendidos com a decisão inicial do governo federal, estávamos confiantes de que o bom senso e a responsabilidade dos governantes não iriam permitir que o veto fosse mantido. O transporte rodoviário de cargas representou 5,1% do Produto Interno Bruto do Brasil no primeiro trimestre de 2023, e os 17 setores desonerados juntos, empregam quase 9 milhões de pessoas. Agora, com o veto barrado, e a desoneração da folha de pagamento mantida até 2027, estamos confiantes de que o país seguirá se desenvolvendo e consequentemente, o transporte de cargas também”.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê expansão da economia brasileira de 1,7% em 2024. A expectativa, apesar de não ser muito alta, deve impactar positivamente o transporte rodoviário de cargas.


“Somos bastante otimistas, acreditamos num Brasil com uma economia forte e em crescimento constante, e por isso o TRC vai continuar investindo em atualização da frota, em formação de mão de obra, em tecnologia e segurança embarcada de forma que consigamos aumentar nossa produtividade e preservar nossos resultados. Porém com muito cuidado e observação constantes dos sinais da economia como um todo, ou seja teremos um TRC motivado, mas muito alerta e cauteloso, tudo com muita segurança”, finaliza Silvio.


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